Medo | Jornal OSollo


Quando dirijo por Salvador, não sinto um estado de vitalidade plena; não estou cheio de vida, mas de apreensão. Vivemos em uma cidade doente, marcada pelo tráfico de drogas, pela violência no trânsito e, sobretudo, pelo desrespeito dos motociclistas. Esse apagar lento e constante da fina película de vida que existia nos anos 70 e 80 parece irreversível. Uma cidade que não cuida da própria memória, com prédios tombados abandonados, poucas bibliotecas e teatros, não oferece qualidade de vida a seus moradores.
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Fonte: Jornal OSollo




