Envelhecendo | Jornal OSollo


Hoje existem teias de rugas que se espalham a partir do canto dos olhos, e as pálpebras têm minúsculas ruginhas, delicadamente franzidas, visíveis em quem não precisa mais comprovar a idade para passar na frente da fila da bilheteria do cinema.
Sulcos na pele que ontem não existiam agora traçam ondas senoidais na minha testa. Dois outros, muito mais profundos, deixam a boca entre parênteses; a pele do pescoço afrouxou. São tatuagens autênticas da idade.
Conforme os anos passam, o envelhecimento vai borboletando sobre meu corpo. Ainda não entrei na neblina do esquecimento, mas os primeiros tentáculos já se esgueiram ao meu redor.
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Fonte: Jornal OSollo




