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Médico veterinário alerta para risco da raiva e reforça importância da vacinação anual


Médico veterinário alerta para risco da raiva e reforça importância da vacinação anual. Foto: Arquivo/Agência Brasil

A suspeita de raiva em um filhote de cachorro em Salvador que foi descartada posteriormente, levou a prefeitura a reforçar ações de vigilância e prevenção contra a doença. O caso chegou a ser confirmado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), mas um novo exame excluiu a infecção. Mesmo assim, o município manteve o alerta epidemiológico.

O médico veterinário Creso Neto explica que a raiva continua sendo uma zoonose de alto risco e que qualquer mamífero pode transmiti-la. “Todo mamífero pode fazer a transmissão e ele pode adquirir a doença. A transmissão é feita pelo contato direto, mordida, arranhaduras, lesões, contato com mucosas”, afirma.

Segundo ele, animais domésticos e silvestres têm potencial para contrair e disseminar o vírus. “Um morcego infectado que cai no chão, e o animal está ali brincando ou se envolvendo, pode transmitir. Guaxinins, gambás, raposas, gatos e cachorros também podem apresentar a doença e transmitir para humanos e outros animais”, explica.

Formas clínicas e sintomas

Creso Neto detalha que a raiva pode se manifestar nas formas inicial, agressiva e muda. Na fase inicial, o animal demonstra irritabilidade, sensibilidade à luz e comportamento inquieto. A fase agressiva inclui ataques, mordidas em pessoas e objetos e salivação intensa. Já na forma muda, o animal tende ao isolamento, pode ter dificuldade de engolir e mandíbula caída.

“O principal sintoma está ligado à forma mais agressiva, em que o animal fica mais sensível, irritado, morde pessoas e objetos e apresenta espuma pela boca”, diz o veterinário.

Vacinação é a única proteção

Creso reforça que não existe tratamento alternativo contra a raiva. “A primeira dose da vacina é realizada a partir dos 3 meses e o reforço deve ser feito anualmente. A única forma de prevenção é a vacina antirrábica”, afirma.

Ele orienta que animais sem vacinação completa não devem ser levados a locais com muitos outros bichos ou cujo histórico sanitário seja desconhecido.

Para humanos que tenham sido arranhados ou mordidos por animais suspeitos, a recomendação é lavar o local da lesão por 15 minutos e procurar atendimento médico imediatamente para recebimento da vacina e do soro antirrábico. “Depois que os sintomas aparecem, a raiva não tem cura. É uma doença letal”, alerta.

Mesmo com o resultado negativo no filhote, a Secretaria Municipal de Saúde decidiu manter as ações preventivas. O município reforça que a vigilância é fundamental para impedir a reintrodução do vírus e lembra que o acompanhamento de animais suspeitos deve ocorrer por 10 a 15 dias, para definir a conduta adequada em casos de exposição humana.

“A única forma de prevenção é realizar a vacina. Não existe tratamento precoce nem alternativas”, conclui Creso Neto.

Fonte: Bahia.ba



Fonte: Jornal OSollo

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