Depois de 50 anos | Jornal OSollo


A morte do pianista Francisco Tenório, desaparecido em 18 de março de 1976, após sair do Hotel Normandie, na região central de Buenos Aires, ocorreu poucos dias antes do golpe de Estado que derrubaria María Estela Martínez Perón da presidência da Argentina e instalaria uma ditadura militar no país.
As palavras e os sentimentos da família permaneceram revirados por tanto tempo, como partes perdidas de um átomo. É difícil aceitar que um regime ditatorial pudesse reduzir a vida de civis a um punhado de pó, sem nome e sem identidade.
Essa identificação, depois de tantos anos, é como se tivesse deixado cair a máscara de mentiras de um regime autoritário.
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Fonte: Jornal OSollo




