Mineração | Jornal OSollo


Já trabalhei como Engenheiro de Segurança em uma mina de ouro, na cidade de Teofilândia, em uma terceirizada da Vale do Rio Doce. A mina tinha quase 900 metros de profundidade. Muitos metros abaixo do solo, eu quase sentia o peso da terra e das pedras acima da minha cabeça.
A escuridão era quebrada apenas pelas lanternas fixadas nos capacetes. Apesar da iluminação, a sensação de sufocamento e exaustão era constante. Agora entendo por que os trabalhadores em minas se aposentam com apenas quinze anos de serviço. Ali, a desorientação é inevitável, pois não se sabe se é dia ou noite.
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Fonte: Jornal OSollo




