Bala Perdida | Jornal OSollo


Costuma-se dizer que nunca se ouve aquilo que nos atinge. Isso é verdade no que diz respeito às balas: se você as ouve, é porque já passaram.
No bairro da Graça não há casos de bala perdida, mas nos bairros populares sim. Ali, disputas de facções criminosas tornam o risco constante. Só tenho duas palavras: “É muito triste”. É como se, ao ir a esses bairros, eu tivesse trocado de mundo, como se tivesse nascido em outro lugar, sob a luz desnorteante da violência.
Vivemos em um mundo profundamente desigual, e a tendência é que as desigualdades aumentem ainda mais, já que os ricos têm poucos filhos e, nas periferias, a taxa de natalidade é alta.
O conteúdo desta coluna é de inteira responsabilidade do colunista, não refletindo, necessariamente, a opinião do jornal.
Fonte: Jornal OSollo




