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Filhote de ave rara recebe, pela primeira vez, monitoramento em tempo real por meio de GPS



Equipe do Projeto Harpia Mata Atlântica – Maria Valdetaro, Giancarlo Zorzin, Filho Manfredini, Thassiane Targino e Jailson de Souza – contendo o filhote de harpia após o procedimento. Foto: Jailson Souza

Veracel Celulose, apoiadora do Projeto Harpia Mata Atlântica, celebra um marco inédito para a conservação da biodiversidade brasileira: pela primeira vez, um filhote de harpia (Harpia harpyja) na Mata Atlântica está sendo monitorado em tempo real por meio de um rádio transmissor GPS.

A instalação do equipamento ocorreu no Parque Nacional do Pau-Brasil, no sul da Bahia, região de forte atuação da Veracel, durante o 5º Festival de Aves de Porto Seguro, realizado entre os dias 21 e 23 de agosto de 2025. O macho de aproximadamente dois anos recebeu um transmissor de última geração alimentado por energia solar, que permitirá acompanhar diariamente seus deslocamentos.

Esse avanço representa um passo essencial para compreender a rotina de voo, os processos de dispersão e os desafios enfrentados pelas harpias em áreas fragmentadas da Mata Atlântica. As informações obtidas serão fundamentais para fortalecer estratégias de proteção dessa espécie rara e ameaçada.

O Projeto Harpia Mata Atlântica é coordenado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e conta com o apoio da Veracel Celulose, além de importantes instituições parceiras, como o Instituto Últimos Refúgios, o Instituto Nacional da Mata Atlântica, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e o ICMBio.

Filhote na árvore do ninho de asas abertas. Foto: Jailson Souza.

“A harpia é um verdadeiro símbolo da floresta e compreender seus hábitos é vital para assegurar sua sobrevivência. Apoiar iniciativas como essa reflete o compromisso da Veracel com a conservação da biodiversidade e a proteção dos ecossistemas do sul da Bahia”, destaca Virginia Camargos, Gerente de Meio Ambiente e Gestão Integrada na Veracel.

Considerada a maior águia das Américas, a harpia depende de grandes áreas de florestas preservadas para se reproduzir e alimentar. Sua lenta taxa de reprodução e a pressão da perda de habitat tornam indispensável a união de esforços entre ciência, sociedade civil e empresas comprometidas com a sustentabilidade – como a Veracel.

De acordo com Virginia, o sucesso reprodutivo da ave em vida silvestre demonstra que as ações de proteção do bioma feitas por iniciativas, como o Projeto Harpia, têm sido bastante eficazes. “O trabalho de monitoramento e o cuidado com o território que adotamos dentro da Veracel são exemplos de conservação da Mata Atlântica, criando formas que viabilizam o fluxo e a reprodução desses animais no nosso território”, celebra a especialista.



Fonte: Jornal OSollo

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