Pena de Morte | Jornal OSollo


Li o livro O Sol Ainda Brilha, de Anthony Ray Hinton, que descreve sua saga no corredor da morte, após acusações de assassinato. Atordoado, confuso e com apenas 29 anos de idade, Hinton sabia que se tratava de um erro de identidade e acreditava que a verdade provaria sua inocência, libertando-o rapidamente.
Mas, sem nenhum dinheiro e sujeito a um sistema de justiça que operava de maneira diferente para um homem negro e pobre, foi condenado à cadeira elétrica. O que deve se passar na alma, neste momento? A que angústia não deve ela estar sendo levada? É um ultraje para uma alma, eis o que é!
Está escrito: “Não matarás!” Então, por que se mata? Não, isso está errado!
O Estado matar, por causa de um assassinato, é uma punição incomparavelmente pior do que o próprio crime cometido. O assassinato por sentença judicial é mais cruel: a espera dilacera, a angústia corrói. No livro, há relatos de presos que batiam a cabeça na parede da cela apenas para morrer mais rápido.
Imagine agora um inocente passando por isso durante 35 anos, para depois o erro ser “reparado”. É desumano.
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Fonte: Jornal OSollo




