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Vereador de Itabela é preso em operação contra o crime organizado e é afastado do cargo por decisão judicial


Vereador de Itabela é preso em operação contra o crime organizado e é afastado do cargo por decisão judicial. Foto: Ascom

O vereador Lucas Lemos (União Brasil), do município de Itabela, no Extremo Sul da Bahia, foi preso em flagrante na terça-feira (11) durante uma operação da Polícia Civil em parceria com a Polícia Militar. A ação tinha como foco o combate ao crime organizado na região. Segundo as investigações, o parlamentar é acusado de tráfico de drogas e associação para o tráfico. A prisão ocorreu na residência dele.

Além da detenção do vereador, a operação identificou Patrick André de Oliveira Tito, de 26 anos, apontado pela polícia como um dos integrantes da organização criminosa investigada. Patrick morreu em um confronto com as forças de segurança na Praça do Baralzinho, no bairro Bandeirantes. Conforme a versão oficial, ele tentou fugir pulando um muro e atirando contra os agentes. Houve troca de tiros, e o suspeito foi atingido. Ele chegou a ser socorrido para o Hospital Frei Ricardo, mas não resistiu aos ferimentos.

A polícia afirma que Patrick era investigado por envolvimento em homicídios e tráfico. Durante buscas em sua residência, foram apreendidos munições calibre .38, cocaína embalada e em tablete, balança de precisão, celulares e câmeras de segurança. A esposa dele, Claudionice Silveira Rocha, de 26 anos, também foi presa em flagrante.

Câmara se manifesta e, posteriormente, afasta o vereador

No primeiro posicionamento público, divulgado após a prisão, a Câmara Municipal de Itabela afirmou que acompanhava o caso e adotaria as medidas necessárias “à medida que os fatos fossem oficialmente esclarecidos pela Justiça”.

Dois dias depois, na manhã de sexta-feira (14), o Legislativo confirmou ter sido comunicado da decisão da juíza Tereza Júlia do Nascimento, da Comarca de Itabela, determinando o afastamento de Lucas Lemos do mandato. O ofício foi enviado à Casa, que consultou sua assessoria jurídica para definir os procedimentos.

A Câmara informou que cumpriu imediatamente a determinação judicial, o que inclui a suspensão do mandato e, por consequência, o desligamento dos assessores vinculados ao gabinete do vereador. A medida está respaldada pelo Decreto Legislativo nº 04/2025, publicado no Diário Oficial do Poder Legislativo.

Em relação à convocação do suplente, a Casa esclareceu que essa etapa só deve ocorrer após 60 dias de afastamento, caso não haja nova decisão judicial alterando o cenário — conforme previsto na Lei Orgânica e no Regimento Interno.

Em nota, o Legislativo reafirmou o compromisso institucional com a legalidade e com a população de Itabela, reforçando que todas as ações seguem estritamente as normas municipais.



Fonte: Jornal OSollo

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