“WhatsApp estatal” virá pré-instalado em celulares na Rússia
Aplicativo MAX faz parte dos esforços do governo russo para reduzir sua dependência de plataformas estrangeiras
Tudo sobre WhatsApp
Um aplicativo de mensagens apoiado pelo governo da Rússia virá pré-instalado em todos os celulares e tablets vendidos no país. A novidade, chamada MAX, ficará disponível nos aparelhos a partir do mês de setembro deste ano.
A ordem foi emitida após autoridades russas restringirem parcialmente as chamadas no WhatsApp. A justificativa foi que a ferramenta da Meta estaria sendo usada para atividades de sabotagem, terrorismo e extorsão, representando uma ameaça à segurança nacional.

Rússia desenvolveu um aplicativo próprio
- A medida faz parte dos esforços do governo russo para reduzir sua dependência de plataformas estrangeiras, especialmente após o início da guerra na Ucrânia.
- O presidente Vladimir Putin assinou, em junho deste ano, uma lei autorizando o desenvolvimento do aplicativo de mensagens apoiado pelo Kremlin.
- A ideia é que a plataforma MAX seja muito semelhante ao WhatsApp, mas fique sob controle do Estado.
- No mês passado, a Human Rights Watch divulgou um relatório apontando que a Rússia tem “expandido meticulosamente [suas] ferramentas legais e tecnológicas para transformar a da internet em um fórum rigidamente controlado e isolado”.
Leia mais

Moscou nega acusações de espionagem
De acordo com reportagem da Reuters, a ideia inicial era que o aplicativo MAX fosse integrado aos serviços governamentais. Agora, no entanto, o governo decidiu incentivar o uso da ferramenta pelo público em geral. Para isso, o app deve vir pré-instalado em todos os celulares e tablets vendidos na Rússia a partir de 1º de setembro.
As autoridades russas negaram as acusações de que o aplicativo sirva para espionar a população. Segundo o Kremlin, o MAX é mais seguro e tem menos permissões para acessar dados de usuários do que os rivais WhatsApp e Telegram.

O último balanço divulgado aponta que o novo aplicativo, que ainda está em fase de testes, já foi baixado pelo menos 18 milhões de vezes em território russo. A expectativa é que as novas regras tornem a ferramenta popular no país em poucos meses.
Colaboração para o Olhar Digital
Alessandro Di Lorenzo é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e atua na área desde 2014. Trabalhou nas redações da BandNews FM em Porto Alegre e em São Paulo.
Fonte: Internet e Redes Sociais – Olhar Digital




