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Vídeo de Felca sobre adultização infantil online impulsiona debate na Câmara


O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que vai pautar, nesta semana, projetos sobre adultização de crianças na internet. Em postagem no X, ele cita o vídeo do youtuber conhecido como Felca, no qual ele denuncia esta questão.

Publicado no YouTube na quarta-feira (06), o vídeo denuncia a exploração de menores de idade na criação de conteúdo para a internet. Até a publicação desta matéria, o vídeo, de quase 50 minutos, beirava 27 milhões de visualizações.

Influencers têm contas suspensas após denúncia de Felca

Entre os denunciados por Felca (tanto no vídeo quanto na Justiça), está o influencer Hytalo Santos. O youtuber descreveu o influenciador como alguém que produz e reproduz conteúdo com menores de idade.

Montagem com imagens de Kamylinha e Hytalo Santos
Kamylinha e Hytalo Santos tiveram suas contas suspensas no Instagram após vídeo de Felca (Imagem: Reprodução/Redes sociais)

Entre os exemplos citados, está o de Kamylla Santos, conhecida como Kamylinha. A jovem, hoje com 17 anos, tem a imagem explorada de maneira sensual no conteúdo produzido por Hytalo.

Tanto o influenciador quanto a jovem tiveram suas contas suspensas no Instagram após a repercussão da denúncia de Felca.

Debate na política e nas redes

O vídeo do Felca leva o debate sobre exploração infantil ao centro da discussão política, escrevem Felipe Bailez e Luis Fakhouri em artigo publicado nesta segunda-feira (11) na coluna “Encaminhado com Frequência” do jornal Folha de S. Paulo.

Felca segurando celular com imagem de menina adolescente
Vídeo de Felca sobre adultização infantil na internet ‘furou a bolha’ (Imagem: Reprodução/YouTube)

O texto aponta que o vídeo “furou a bolha” do youtuber, mobilizando políticos de diferentes espectros ideológicos e gerando intenso debate – inclusive em grupos de WhatsApp e Telegram monitorados pela Palver.

A repercussão expôs diferentes leituras do problema, de acordo com a coluna.

  • Grupos alinhados à direita reforçaram a pauta como defesa de valores morais e combate à sexualização infantil;
  • Vozes da esquerda relacionaram as denúncias à proteção de direitos, regulação digital e responsabilização de influencers.

Ao mesmo tempo, a fatia expressiva de menções sem conotação política indica que o tema sensibilizou públicos pouco engajados em disputas ideológicas, segundo o artigo. 

A dupla também aponta que o debate reacendeu discussões sobre o papel das plataformas digitais, ressaltando que a tecnologia para prevenir esse tipo de crime já existe. Mas depende de vontade política para ser aplicada de forma efetiva.

A assessora parlamentar do partido Republicanos Cristiane Britto disse que vai apresentar a “Lei Felca” no Senado. É um projeto de lei que combate a erotização infantil no ambiente digital.

  • Cristiane foi ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos entre março e dezembro de 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A proposta é inspirada na denúncia feita pelo youtuber, por isso leva seu nome. Ela busca criminalizar e endurecer as penas para qualquer forma de exploração e sexualização de crianças na internet, segundo a CNN Brasil.






Fonte: Internet e Redes Sociais – Olhar Digital

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