dívida pública brasileira e o tamanho do Estado
Por Talmo Almeida – MTB 6874/BA | DRT 8564/BA
19/11/2025

A dívida pública do Brasil tem origem, majoritariamente, na emissão de títulos públicos pelo Tesouro Nacional para financiar as despesas do governo. Precatórios, dívidas judiciais e débitos entre entes federativos também compõem esse passivo, mas sua participação é muito menor quando comparada ao volume de títulos vendidos a investidores.
Dados relevantes para a discussão
- Nível da dívida
Segundo dados do Banco Central, a dívida bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu 76,2% do PIB em abril de 2025, totalizando cerca de R$ 9,2 trilhões.
A dívida líquida do setor público (PSND) está em torno de 61,4% do PIB, segundo o BC, refletindo os juros acumulados e outros fatores de ajuste.
A Dívida Pública Federal (interna + externa) chegou a R$ 7,49 trilhões em fevereiro de 2025.
- Custo da dívida
No primeiro trimestre de 2025, a necessidade líquida de financiamento do Governo Geral foi de 1,7% do PIB — ou seja, o Estado precisou emitir mais dívidas para honrar seus compromissos.
Em fevereiro de 2025, os juros nominais acumulados (incluindo pagamento de juros da dívida) somaram R$ 924 bilhões em 12 meses, o equivalente a 7,78% do PIB.
O custo médio da emissão da dívida nacional subiu: em abril de 2025, a taxa média ficou em 13,05% ao ano, segundo dados do Tesouro Nacional (refletindo os juros elevados, especialmente por títulos indexados à Selic).
- Projeções preocupantes
O Tesouro Nacional estima que a dívida bruta do governo (DBGG) pode atingir 81,7% do PIB em 2026, se alguns cenários se concretizarem.
Para conter esse nível, seria necessário um esforço primário (superávit antes dos juros) de 0,7% a 1,3% do PIB em vários anos, segundo o próprio Tesouro.
O FMI tem previsões ainda mais preocupantes: para 2025, estima que a dívida bruta brasileira pode atingir 92% do PIB e chegar perto de 100% até 2029, se as condições fiscais piorarem.






