Polícia

Operação Dublê: MP desarticula esquema de venda de veículos adulterados no ES e na Bahia

Por Talmo Almeida — 17 de outubro de 2025
MTB 6874/BA · DRT 8564/BA

Vitória/Colatina/Serra — O Ministério Público do Espírito Santo (MPES), por meio do GAECO-Norte, deflagrou nesta semana a chamada Operação Dublê, com cumprimentos de mandados e buscas em cidades do Espírito Santo e na Bahia. A ação mira uma organização suspeita de furtos, adulteração e venda ilegal de veículos — incluindo a clonagem de sinais identificadores — e de golpes contra seguradoras, além de crimes conexos como receptação, corrupção e lavagem de dinheiro.

O que as autoridades disseram

Segundo comunicado do MPES e das equipes que atuaram na operação, os mandados foram cumpridos em Vitória, Serra e Colatina (ES) e em Teixeira de Freitas (BA). Ao todo, foram deferidos seis mandados de busca e apreensão e houve afastamento cautelar de, pelo menos, um agente público. A investigação, instaurada pelo GAECO/MPES, apura atividades do grupo desde 2022.

Alvos e apreensões

Entre os alvos estão um empresário do ramo de revenda de veículos e policiais civis suspeitos de participação no esquema. As buscas e apreensões resultaram na coleta de documentos, aparelhos eletrônicos e valores em dinheiro — o MPES divulgou apreensões que somaram, conforme levantamento preliminar, R$ 124.450,00, além de celulares, notebooks e outros materiais que deverão ser analisados pela perícia. As apurações correm sob sigilo judicial.

Como funcionava o esquema (conforme investigação)

De acordo com o que foi divulgado, o grupo atuaria clonando veículos — isto é, transferindo ou replicando sinais identificadores, placas e documentos de veículos legítimos para automóveis subtraídos — e reintroduzindo esses veículos no mercado, muitas vezes com boletins de ocorrência falsificados para obter indenizações de seguradoras. Haveria também suspeitas de pagamento de propinas para facilitar os registros falsos. As investigações ainda buscam comprovar o papel específico de cada investigado.

Por que os nomes não foram divulgados

O MPES informou que o inquérito corre sob segredo de Justiça, portanto a divulgação de nomes e detalhes que possam prejudicar as investigações foi limitada nas notas oficiais. Várias reportagens locais referem-se aos alvos como “um empresário” e “policiais civis”; até o momento as autoridades responsáveis não divulgaram nominativos em nota pública acompanhada de documentação que permita confirmar formalmente as identidades. Jornalismo responsável exige citar nomes apenas quando confirmados por fonte oficial — procedimento seguido pela maioria das coberturas até agora.

Consequências e desdobramentos possíveis

Se comprovadas, as condutas investigadas podem resultar em acusações por crimes como receptação, falsificação/adulteração de sinais identificadores, estelionato contra seguradoras, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Há também a possibilidade de abertura de procedimentos administrativos internos contra servidores públicos eventualmente envolvidos. As investigações prometem novas medidas conforme a análise do material apreendido prosseguir.


Contexto local: a ação contou com a participação e apoio operacional de órgãos estaduais e federais, incluindo a Corregedoria da Polícia Civil do ES (quando o alvo envolve policiais), Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e o Ministério Público da Bahia (GAECO Sul), dada a atuação transregional do esquema.

O que falta confirmar: até o fechamento desta matéria não havia nota do MPES com a lista nominal dos investigados acessível ao público; reportagens locais apontam o número e a natureza dos alvos, mas evitam reproduzir nomes de suspeitos sem confirmação oficial. Caso haja manifestação pública futura do MPES ou decisões judiciais que permitam divulgação de nomes, esses dados poderão ser reportados com a devida cautela jornalística.


Fontes principais consultadas: comunicados e matéria do MPES e cobertura da imprensa regional (Folha Vitória, Folha do ES / ESHOJE, Correio24Horas, entre outros).

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