A morte de todo dia


A morte está nos noticiários todos os dias.
A morte é um sucesso — desde que trágica e cortante. A televisão, o cinema, as manchetes dos jornais — todos adoram a morte — e pedem doses cada vez mais intensas. A morte é o prazer da mídia. Nada hoje é mais banal do que a morte.
Para ser notada, a morte precisa ser explícita. As mortes na Ucrânia, em Gaza, no tráfico de drogas — já vi muitas na televisão. Todos são iguais perante o imperativo da morte sensacional. Nivelamento tumular.
A morte na mídia virou um componente obrigatório. E gasto.
Por isso, quanto mais em câmera lenta, melhor.
Até a hora da nossa própria morte, amém.
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Fonte: Jornal OSollo




